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Não percais cousa alguma! Escolhei a história que mais desejais presenciar e sabei onde vos deveis dirigir e a que horas terá lugar.

tema 2026

A ALEIVOSA

Amor e ruína

No coração das muralhas de Óbidos, o tempo recua ao turbulento século XIV, onde se desenrola o reinado de Dom Fernando I, o Formoso, um monarca de paixões intensas e decisões controversas, cujo governo ficou marcado por guerras, alianças frágeis e um reino à beira da instabilidade.

Herdeiro de um trono já fragilizado, Dom Fernando enfrentou conflitos constantes com Castela, envolvendo Portugal em guerras dispendiosas que desgastaram os cofres do reino e a confiança do povo. Entre tratados quebrados e promessas desfeitas, o seu reinado revelou-se um campo fértil para intrigas políticas e disputas pelo poder.

Mas é na figura enigmática de Dona Leonor Teles que se adensa o drama desta história.

Mulher de rara beleza e ambição incomum, Leonor Teles ascende ao trono de forma polémica, rompendo convenções e desafiando a nobreza.

 

O seu casamento com Dom Fernando, envolto em escândalo, marca o início de uma influência poderosa, e temida, sobre o rei. Acusada de manipulação, conspiração e favorecimento de interesses próprios, Leonor torna-se uma das figuras mais controversas da história de Portugal.

À sua volta fervilham conspirações, traições e rivalidades: alianças secretas, suspeitas de adultério, a execução de opositores e o crescente descontentamento popular. A sua proximidade com o poder levanta suspeitas e ódios, enquanto o reino se divide entre lealdades e ambições.

Com a morte de Dom Fernando, o cenário agrava-se: Leonor assume a regência em nome da filha, Dona Beatriz, mergulhando Portugal numa crise sucessória que abrirá caminho a revoltas, à intervenção castelhana e ao prenúncio de uma nova dinastia.

Entre o esplendor da corte e as sombras da traição, este é um tempo de incerteza, onde o destino de Portugal se decide entre amores proibidos, jogos de poder e a luta pela coroa.

Em Óbidos, revive-se esta história de paixão, ambição e conflito, onde nem tudo é o que parece, e cada gesto pode mudar o rumo de um reino.

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Por estas terras e tempos, vive o Reino dias de inquietação e discórdia. O casamento de D. Fernando com D. Leonor Teles divide vontades, alimenta rumores e faz crescer o descontentamento entre o povo. Falam-se de intrigas na Corte, de ambições escondidas e de um futuro incerto para Portugal.

Mas quando chega o tempo de festa, tudo se transforma. As ruas da mui nobre vila enchem-se de música, dança e espetáculos. Jograis, músicos e saltimbancos espalham alegria por entre o povo, trazendo vida e cor às muralhas de Óbidos. O mercado fervilha num turbilhão de aromas, sons e encantos: o cheiro das especiarias mistura-se com o das carnes assadas no fogo; tecidos ricos e coloridos ondulam ao vento; o brilho do aço e dos adornos reluz sob o sol, enquanto mercadores apregoam os seus produtos e trovadores dão ritmo à celebração. À mesa, não faltam carnes suculentas, pão acabado de cozer, peixe fresco e iguarias dignas da Corte.

O vinho e a cerveja correm em abundância, enchendo copos e animando o espírito daqueles que fazem da festa um momento de união e celebração. Assim vive o mercado medieval de Óbidos: entre paixões, intrigas e tradição, onde o povo encontra alegria mesmo em tempos de incerteza, e onde cada rua, cada música e cada cortejo fazem reviver o pulsar de um Reino medieval.

PAL
CO

DO MOSTEIRO

Neste sagrado retiro, cujo apenas as paredes resistem, reúnem-se bandos de jograis e farsantes para perturbar a paz das devotas e trazer desassossego ao local.

A presença indesejada destes intrusos desafia a serenidade do convento, com músicas, teatros e outros artifícios, e põe os crentes em alvoroço, despertando os espíritos mais afoitos para gargalhadas e outros deboches.

Em tempos de intriga, desconfiança e rivalidade, a honra dos homens mede-se no campo de combate. Aquilo que palavras e promessas não resolvem, será o choque do aço e a destreza das armas a decidir.

Levantam-se cavaleiros, fecham-se fileiras e ecoa pela arena o som das espadas em confronto. Entre escaramuças, desafios e demonstrações de bravura, os guerreiros enfrentam-se perante o olhar atento do povo, prontos a defender a sua honra até ao último embate.

Este é o tempo da coragem, da força e da glória conquistada em combate. E será na arena que os mais valorosos escreverão o seu nome perante o Reino.

E vós, tendes coragem para entrar em liça?

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Na praça onde o povo se reúne entre murmúrios e celebrações, erguem-se brindes, danças e vozes que ecoam pelas muralhas da vila. Entre o clamor da festa e os rumores da Corte, celebram-se tempos de mudança, enquanto músicos, jograis e saltimbancos dão vida ao coração do mercado.

À luz das tochas e ao som dos bombos, cruzam-se olhares, selam-se promessas e partilham-se segredos entre aqueles que percorrem estes caminhos. Aqui, entre folguedos e encontros, o espírito medieval desperta em cada recanto, fazendo da praça um lugar de celebração, paixão e memória.

PRA
ÇA

DA

TRAIÇÃO

AL
QUI
MIAS

No âmago do burgo de Óbidos, onde o tempo se curva às artes antigas, erguem-se as Alquimias, uma oficina velada onde mestres do oculto manipulam essências, vapores e elixires. Aqui, o vulgo é chamado a provar estranhas poções, infusões fumegantes e líquidos de cor encantada, nascidos do saber hermético.

Não é só ouro que se busca, mas a transmutação do espírito por via do sabor e do mistério. Cada gole é feitiço, cada aroma um enigma. Entre frascos e caldeirões, ciência e magia entrelaçam-se em arte viva. Aproximai-vos, se tendes ousadia na alma e sede de maravilhas.

merca dores

artesãos e
regatões

Em dias de festa, Óbidos é o lugar eminente para se fazerem as transações de mercadorias e serviços. É o sítio onde os dias e as noites não têm fim. Logo que o sol desponta, começa um alvoroço de pregões que reverberam pelas muralhas da Vila, acordando o povo.

Os mercadores que ali pernoitaram para assegurar o melhor lugar de venda disputam espaços para a venda para que as vendas no mercado d’El-Rei sejam abastadas.

HORÁRIOS & PREÇOS

Portoes encerrados

Os portões encontram-se encerrados por motivo de recinto lotado.

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